Mundo Etílico


 

                                                ALCOOLTERAPIA  ANIMAL

                                                                                

 

      Adoro plantas e gosto de animais.

    Todavia, gosto de ver os animais na natureza, soltos, na amplitude

da sua liberdade.

    Os ditos animais de estimação são patéticos.

    Via de regra são adestrados por seus "donos"   para  preencher as 

suas carências afetivas, ou as suas dificuldades para  lidar  com  hu-

manos.

    São ideais para pessoas inseguras, pois obedecem rigorosamente

as ordens, os comandos que lhes foram passados  no  adrestamento

profissional, ou no doméstico.

     Jamais  contestam  os  "donos"  e  deles  são  fiéis  servidores em

qualquer situação. Ouvem tudo e nada falam.  Mesmo   se  eventual-

mente agredidos, são capazes de cortejar seu agressor.

      Abanam sempre os rabinhos, e assim são ótimos para quem gos-

ta de bajulação.

       São companheiros! Como não sê-lo, se criados em cárcere?

       Ah... têm direito a um espaço mínimo, ou um passeio semanal!

       Grande esmola, para quem poderia ter o mundo, mesmo corren-

do todos os riscos decorrentes dessa escolha...

        Não gosto de animais em estado de estimação.

        Onde eles existem, há sempre seres  humanos  com  problemas

de completa interação social.

        Por mais ampla que seja a sua roda de conviventes.

        Por mais equilibrados que possam parecer.

        Por mais saúde emocional que possam transparecer. 

        Quer eles admitam, ou não! 

         Eu não  gosto de pássaros na gaiola, nem de cães no quintal...

         Mas, no entanto, adoro animais.

         E os meus amigos que os têm em estado de estimação...

 

PERLLA AMOR DE DEUS!!!

        CACHORRAS DP FUNK

EM CASA...

SÓ SE FOR UMA DESSAS

CACHORRAS

DO FUNK!!!

TIM-TIM!!!   

          



Escrito por machmel às 21h59
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                                             INTRAGÁVEL

                             

      Muito conhecido, em outras épocas,  por gostar exacerbadamente

de coca,  o Rei do Futebol Argentino, Diego Maradona, não gostou na-

da de ver o seu nome estampado no rótulo de uma cerveja.

      Provavelmente, ele não mais quer mais vê-lo associado às drogas. 

      De minha parte, dificilmente experimentarei esta novidade, já que

sou fiel às loiras brasileiras, e delas não abro mão.

      Das morenas, das mulatas, etc, etc,   também!

      E como!!!

      Quem sabe, um dia, talvez, para comemorar uma vitória da  Sele-

ção Brasileira contra a Argentina, na próxima copa.

      Aí... desce um copo!

      Como já disse o Zagalo, Maradona: não somos nós, mas  sim  você

quem vai ter que nos engolir!

      Agora, sem dúvida, os  argentinos têm um  lenitivo  para  amargar

as derrotas de sua seleção e empurrá-las goela abaixo.

      Não sou bairrista, mas prefiro a graça de um samba,  ao  formalis-

mo de um tango!

      Kaiser pro Maradona!

      E uma cerveja da boa pra nós!!!

      Que a gente merece demais.

DOIS ARGUMENTOS

IRREFUTÁVEIS...

PRA VOCÊ EXPERIMENTAR

UMA CERVEJA!!!

DIGAM QUE NÃO...

 

TIM-TIM!!!



Escrito por machmel às 23h51
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                                        PORQUE HOJE É SÁBADO...

Luciano Rezende  e Lavoisier

      Sábado é o meu dia!

      Algumas pessoas não gostam muito disso, mas o que eu posso fazer?!!!

      Como trabalho de segunda a sexta,  e  tiro o domingo pra descansar,

me resta mesmo o sábado, pra cuidar de mim e de minha alma boêmia.

       Via de regra,  acordo bem cedo, por volta das 5 horas da manhã, e pri-

meiramente cuido de alguns afazeres domésticos... Às vezes,  até preparo

o almoço, ou encaminho-o.

       Depois, sigo os meus caminhos do sábado.

       Dou um beijo na minha mulher e nas minhas filhas,  faço  o   santo no-

me-do-pai, e saio para a minha Via Sacra.

       Minha  esposa  é uma das que não gostam muito do meu sábado,  mas

eu  já  expliquei  a ela  que as minhas incursões  nesse  dia  são vitais para

a minha própria existência... E ela vai, meio que engolindo, meio que tole-

rando o meu dia. Até quando, não sei.

       Divido o meu sábado em três turnos.

       No primeiro turno, vou para o que chamo de "nosso escritório":  Praia

do Bessa, barraca do Golfinho.

       Lá me encontro com meus novos amigos (Luciano e Lavoisier), e fala-

mos sobre música, política  e  mulheres ( porque ninguém é de ferro, não

é?...).

       A regra é muito clara na mesa: um minuto de silêncio e de  meditação

em todas as vezes que uma mulher muito bonita passar pelo  corredor  da

barraca, se dirigindo à praia.  Meio  o  que Vinícius de Morais e Tom Jobim

faziam em Ipanema, no Rio dos anos 60, e que redundou na famosa músi-

ca "Garota de Ipanema".

      É a nossa missa,  e  são  sagrados  minutos  de silêncio, diante do mar,

que é o nosso templo.

      Depois desse turno, vou pro segundo tempo do jogo,  que a esta altura

já está 4 a zero pra mim: quatro runs, quatro cocas zero.

Ricardo e Davi nos teclados.

 

      Saio da Praia do Bessa, e vou para a Praia de Tambaú, rumo  à  Barraca

"Pé na Areia", onde o mestre Davi já esquentou os seus teclados nas vozes

marcantes do Alberto "Gonçalves" e do Ricardo, ex-jogador do Esporte Clu-

be Recife.

      Alí, fico até as 17 horas, me deliciando  com as  canções  buriladas  pelo

Mestre Davi e com o mágico visual da Praia e do Mar. É, sem dúvida, o lugar

mais lindo das praias urbanas de João Pessoa!

      Terminado este segundo tempo, precisamente às 17 horas, todos os sá-

bados, vou então ao Bar do Tusta, no bairro de Manaíra,  e  lá saboreio mais

de uma dezena de seresteiros, que se revezam cantando o mais variado re-

pertório de canções: só profissionais, até os amadores.

      Findo este "round", volto pra casa, com a alma realimentada  para viver

mais uma semana.

      E me lembro de Vinícius de Morais, "Porque hoje (essencialmente)  é sá-

bado".

UM MINUTO DE SILÊNCIO...

                              

 

POR FAVOR!!!

TIM-TIM!!!


 



Escrito por machmel às 05h38
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ULTIMAMENTE...

ANDO COM UM POUCO DE SORTE...

DESCOBRI UMA CERVEJA

COM O MEU NOME...

DESCOBRI UM VERMOUTH

COM O MEU NOME...

SÓ NÃO DESCOBRI O NOME...

               

E NEM O TELEFONE

DESTA

VERDADEIRA GUARDIÃ

DO PARAÍSO!

BEBA EU...

E BENZA-A DEUS!!!

TIM-TIM!!!

 



Escrito por machmel às 21h17
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                                                                                  ENCONTRO DE TITÃS

                                      

 

          Este encontro aconteceu em Campinas, no último dia 10/10/2009, no aniversário do

meu irmão Neto: 40 anos.

       Se juntar o que este pessoal já bebeu de cerveja, dá mais de um caminhão, sem dú-

vida!

       O mais importante, contudo, foi ver o "Mestre dos mestres", meu pai, com um copo

de whisky na mão, como nos velhos tempos...

       Este foi bom de copo! Segundo os meus amigos, até hoje o melhor!

       Meu amigo e cunhado Buza não faz vergonha no quesito;  o  Waldir,  outro amigo, é

uma motoniveladora bebendo.  O Neto, meu irmão, dá pro gasto e eu sou o mais fraqui-

nho deles, imaginem...

        Valeu a festa, mano.

        Valeu o Whisky, meu pai.

        Valeu termos estado juntos, meus amigos!

        Até a próxima, se Deus quiser, porque nós queremos!

 

TREMO SÓ EM PENSAR

QUE TEM GENTE QUE,

SE TIVESSE QUE ESCOLHER...

                          

FICARIA COM O CARRO!!!

TIM-TIM!!!



Escrito por machmel às 21h55
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                               SEXO VIRTUAL

 

EIS O CÚMULO DA INSENSIBILIDADE!

ESTE SUJEITO NUM BEBE, COM CERTEZA...

VAI GOSTAR DE INTERNET

ASSIM...

LÁ NA PUTA QUE O PARIU!!!

COM CERTEZA TÁ TOMANDO

NO "E-MAIL"

TODOS OS DIAS.

E NA ENTRADA DA SUA USB,

SÓ CABE UM LEGÍTIMO

PÊNIS-DRIVE!!!

POBRE COITADO...

VAI AMANHECER SEMPRE...

COMPUTADOR

DE CORNO!!!

AINDA BEM:

SOBRA MAIS PRA NÓS.

TIM-TIM!!!



Escrito por machmel às 22h27
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                                                          JUNTOS E MISTURADOS 

 

                              

                             Um lugar lindo...

                           

                   E uma família maravilhosa!!!

 

      Sábado foi dia de festa!

      Viajei de João Pessoa a Campinas para comemorar

os 40 anos do meu irmão.

      Cheguei no sábado, às 10 horas da manhã, e  vol-

tei no voo das 23:41 do domingo: um autêntico bate-e-

volta. Mas como valeu!

      Toda  a  família  Machado reunida num local muito

bonito!

      Foram 50 litros de chopp, algumas dúzias de cer-

vejas e outras garrafas de Whisky para relaxar.

      Churrasco de primeira, música boa, ao vivo.

      Esteve tudo em ordem.

      Parabéns ao meu  irmão,  duas vezes:   uma  pelo

aniversário propriamente, e outra pelos dias que nos

proporcionou! 

 

NETO:

A CARNE ESTAVA ÓTIMA....

MAS O PIMENTÃOZINHO

DA SALADA...

ESTAVA MELHOR AINDA!

TIM-TIM!!!



Escrito por machmel às 12h54
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                                                   HOMEM-TUPPERWARE
                        

         

                                                               Vocês  não  acreditam:   eu  também

                                                               não sabia como escrever tupperware.

                                                               Leitura é cultura!

 

      Não gosto muito de publicar textos de terceiros.

     Mas este do Xico Sá, do Blog Carapuceiro, tem tudo a ver e mere-

ce esta exceção.

     Espero que gostem...

     Minha amiga M.Y. se especializou em pegar aquele tipo de homem

noturno  e  boêmio que não economiza nos tragos e, invariavelmente,

retorna  para  o rancho sem condições técnicas para a conjunção car-

nal ou qualquer abofelamento que possa se chamar de sexo.

     São os melhores, ela prega: a excelência, o suprassumo, o filé em

matéria de  abate  e diversão  em tempos modernos.  A este ser avul-

so, clandestino e simpático, que à noite ronda a cidade, batizamos de

homem-tupperware.

     A desalmada M.Y.,   típica   predadora  do  ciclo do macho perdido,

nos  explica a  terminologia adotada no folclore baladeiro: trata-se do

sujeito que a gente guarda no final da noite para comer na manhã se-

guinte.  O  homem-tupperware,  ela  diz,  com toda a sinceridade des-

se  mundo,  é  o novissimo Casanova, um monstro na cama, um demô-

nio,  desde  que  seja respeitado no seu intocável estado de porre. Ele

desperta  com  a fúria dos grandes e imbatíveis amantes, relata a mo-

ça, ainda com os lábios febris a derreter o gloss da tara e do desejo.

     O macho desse gênero é uma dócil criatura que não dá quase tra-

balho,  prossegue  a  bela afilhada de Balzac, um mulherão para 300

talheres.  Segundo  M.Y.,  esse  tipinho  de homem se encontra ali na

faixa  dos  40  ou  mais,  já foi casado ou se trata de um solteiro con-

victo e não vai grudar na barra da sua saia como faria um imaturo ho-

mem mais jovem.

     O  sujeito  que  se  guarda como a um bom fiambre no tupperware,

reforça  a  amiga, é um homem quase perfeito: apaga assim que deita

na  cama,  portanto não corre o risco de desfiar besteiras ou tecer fal-

sas promessas. É  praticamente  um  homem sem  mentiras,  o  que se

torna um épico em se tratando da raça, diz M.Y., com mais uma demão

nas suas peculiares tintas do exagero.

    A  criatura  do gênero nem sempre percebe a sua condição de presa

guardada  para  o  abate  matinal.  A  não ser os profissionais do ramo,

figuras  menos  machistas  que  flanam  pela noite com o desapego e o

lirismo  de  um poeta do século XIX. Estes adoram e ainda fazem sone-

tos, com odes ao acaso, enquanto a predadora ingere sua inocente tige-

linha de iogurte com cereais.

    Para M.Y., é bom que se frise, pouco importa se o tal sujeito tem pen-

dores românticos ou não passa de um tosco que usa apenas 10 por cen-

to da cabeça animal.  O  que  vale  é a serventia da presa, ri a desgraça-

da, enquanto mapeia a geografia boêmia para os próximos ataques, co-

mo um tubarão recifense que mira as canelas dos surfistas mais cevadi-

nhos de Boa Viagem.

   Sim,  a  amiga  especialista reconhece: com a lei seca no volante dimi-

nuiu  um  pouquinho,  um  pouquinho  de nada mesmo, o número de ho-

mem-tupperware dando sopa nos bares e botecos. Esse tipo  de macho,

além de prevenido, tem uma confiança danada  no próprio taco  – já sai

de casa dando como certa a carona do bonde chamado desejo.

 

.........................................................................................................

CADÊ A MULHER...

QUE VAI ME FAZER...

UM

HOMEM-TUPPERWARE?!!!

 

TIM-TIM!!!



Escrito por machmel às 19h13
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                                                       BOM DE NOVO

 

                                                            

 

       Estou refém do "efeito sanfona": taxas (triglicérides e colesterol) que

sobem e baixam ao meu bel-prazer !

       Desta vez, me invoquei, fiz um regime alimentar e, depois de 12 dias,

sem medicação, reduzi novamente meus números.

       O triglicérides despencou de 250 para 84, e o colesterol já está no ní-

vel "aceitável" (141), próximo do ideal (abaixo de 129).

       E a regressão se deu sem esforço físico nenhum!

       Moral de estória: Se eu me cuidar, elimino todos os meus problemas

de saúde.

       Ah... Nestes dias, deixei também de consumir a cerveja!

       Com certeza, teve influência na redução do triglicérides.

       Não me tornei abstêmio, não...  Passei  a  beber rum  e  vodka,  com 

coca-zero!  Valeu o sacrifício: regime sem perda do prazer!

       Segredo: muito legume e fruta, e frango e peixe, além de pão inte-

gral. Nada, mas nada mesmo, de queijos e manteigas. Só isto!

E POR FALAR EM SAÚDE...

                         

VALEI-ME DEUS, HEIN?!!!

TIM-TIM!!!



Escrito por machmel às 21h09
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                                                                             RESSACA MORAL

                      

       Um dia desses, um amigo meu me pediu pra falar sobre ressaca.

     - Bota lá no teu Blog, fala sobre a ressaca amaldiçoada!

     Argumentei com ele que já havia escrito sobre esse monstro  te-

nebroso, que vez ou outra assola a vida de nós, etiliqueiros.

     Mas ele insistiu.

     - Eu estou falando sobre a ressaca moral, Mél.

     Pedi-lhe pra que me explicasse do que se tratava, e então enten-

di finalmente o que queria dizer.

     A ressaca moral da qual falava, diz respeito àquela que aplaca os

indíviduos que exageraram na "cachaça"  e,  em função disso,  pas-

saram da conta com alguma  desconhecida.

      É aquela situação de quem é casado, está bebendo no boteco e,

de repente, se engraça com uma fulana, que também está ali de bo-

beira.

      Aí o papozinho começa, vêm as trocas de gentilezas, os carinhos

preliminares, os beijinhos, os abraços; depois os  apalpos,  o  reco-

nhecimento dos corpos etc., etc., etc...

      Quando há muita resistência moral, não se chega aos finalmen-

tes.

      Mas, normalmente, o "clímax" acaba acontecendo.

      Aí - meu amigo! - sofre menos que tem mais jogo de cintura!

      No dia seguinte, vem o arrependimento.

      E, para purgar o arrependimento, sobrevêm os malditos sinto-

mas da ressaca.

      É desconforto pra sujeito nenhum botar defeito.

      Mas, como bêbado é uma raça sem juízo,  três  ou  quatro dias

são suficientes para pagar os pecados. 

      Normalmente, a ressaca começa no domingo  e  nos abandona

na quinta-feira.

      Daí, o que era arrependimento, vira saudade!

      Sexta-feira, o capeta sai às ruas novamente.

      O mesmo neguinho, volta praquele mesmo boteco, conta uma

porção de vantagens pros seus amigos, e fica todo ansioso.

      Já na terceira cerveja, chama o garçon para uma conversa ao

pé de ouvido e lhe pergunta: aquela fulana já apareceu hoje  por

aqui?...

      O coração acelera, quando ela entra no bar e senta-se na me-

sa ao lado, como se nunca nada tivesse acontecido.

       Eita lasqueira das noites e tardes etiliqueiras!!!

AÍ, ELA SE SENTA

NA MESA AO LADO...

                                 

E VAI ME DIZER...

QUE VOCÊ RESISTE?!!!

TIM-TIM!!!



Escrito por machmel às 08h14
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                                                                                    A MORTE DO AMOR

                         


                                                    O AMOR MORREU,
                         NÃO DE VELHO,
                         MAS DE CANSADO...
                         NÃO RESISTIU
                         AO CRIVO DO ESPELHO,
                         NO CONFRONTO DA IMAGEM
                         COM O PASSADO.
                         O AMOR MORREU,
                         NÃO DE VAZIO,
                         MAS AFOGADO,
                         NUM POÇO DE MÁGOA,
                         NUM CANTO SOMBRIO
                         DE UM PEITO FECHADO.
                         O AMOR MORREU,
                         NÃO DE TIRO,
                         MAS DE ENFADO...
                         MORREU SUFOCADO
                         NA PRÓPRIA LIBIDO;
                         MORREU ESQUECIDO
                         NA TRISTE ROTINA
                         DOS QUE SÃO CASADOS.
                         O AMOR MORREU...
                        (NEM CRISTO DÁ JEITO!)
                         MORREU DE DEFEITO,
                         DE VÍCIO INSANÁVEL...
                         MORREU POR SER LIVRE
                         E NÃO TER LIBERDADE;
                         MORREU POR SER AVE
                         QUE FOI ENGANADA
                         NUM ENGODO SEM-PAR,
                         POIS DERAM-LHE ASAS
                         E, TODA EMPENADA,
                         AMARGA UMA PRAGA:
                         NÃO PODE VOAR!!! 

LAVA ROUPA TODO DIA....

QUE AGONIA!!!

TIM-TIM!!!



Escrito por machmel às 21h23
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                                               UM CAMINHÃO DE CERVEJAS

      Eu, e alguns amigos meus, costumamos dizer que já tomamos

um caminhão de cervejas, durante toda a nossa vida etílica.

     Exageros à parte, eu acredito que, somados os estoques bai-

xados por mim e esses amigos, devemos realmente estar muito

perto de alcançarmos esta façanha.

      Por outro lado, nesta longa jornada, nunca conseguimos en-

contrar uma pessoa que bebesse 10 cervejas em 3 horas!

      É íncrível, sabemos que existe gente gabaritada para o feito,

mas nunca presenciamos a execução da tarefa!

      Alguém se habilita?...

      Só não vale vomitar... Nem no meio, nem depois!

      Cuidado! Muita gente boa já fez papel de palhaço  tentando

cumprir esta aposta.

      Os que tiveram juízo, desistiram antes do vexame!

      Mas tomar um caminhão de cervejas, em 30 e poucos anos,

acho que já conseguimos...

      Você acha pouco?!!!

SOMOS DE UM PELOTÃO

         

QUE ATÉ PERDE ALGUMAS

PARADAS...

MAS QUE JAMAIS

PERDE A HORA

PRA TOMAR UMAS

GELADAS!!!

TIM-TIM!!!

    



Escrito por machmel às 20h37
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                                                                                                                               PÔR-DO-SOL

                 

 

        Neste mês, estive 3 vezes na Praia do Jacaré, vendo o pôr-do-sol ao

som de Jurandy do Sax, executando o "Bolero de Ravel".

        Numa dessas vezes, sequer o sol deu as caras, mas o ritual foi cum-

prido da mesma forma.

        É, e sempre será emocionante, o espetáculo do ocaso.

        A gente faz um balanço da vida em alguns minutos, como se fosse

confessar, antes da extrema-unção.

        E  sol nos informa que tudo é passageiro...

        Quantos dias ainda teremos?...

        Quantos sóis ainda veremos no horizonte?!!!

        Quem sabe?...

        Pouco importa, o que vale é contemplar o espetáculo da vida,

é ver a primeira estrela no céu, quando o sol se apaga nos morros.

        "E AS NUVENS VÃO SE PASSANDO,

          ENSINANDO DO TEMPO - FUGAZ! -

          ACORDANDO OS QUE ESTÃO SONHANDO,

          E ASSUSTANDO OS QUE JÁ NÃO SONHAM MAIS!"

COMO É LINDA  A SOLIDÃO...

DE UM FINAL DE TARDE,

NUMA PRAIA DESERTA!!!!

TIM-TIM!!!



Escrito por machmel às 07h25
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                                                              UM DIA DE TATU

                                                                              

 

      "Comer tatu é bom, pena que dá dor nas costas..."

      Quem não se lembra dessa letra  jocosa de Dinho, do  saudoso grupo

Mamonas Assassinas?

      Pois é... Ontem foi meu dia de comer tatu!

      Ou melhor, foi o dia de eu fazer um tatu para alguns amigos comerem.

      O último tatu que eu tinha comido foi no ano de 1990.

      Preparado pelo também meu saudoso amigo China, cozinheiro de man-

cheia, e cabra pra qualquer parada!

      Voltando ao assunto, ontem meu amigo Braga trouxe um tatuzinho pra

eu preparar nas nossas já consagradas sextas culinárias.

      A impressão inicial não foi das melhores, visto que o bichinho veio com

casca e tudo!

      Primeira tarefa: retirar o casco do bicho.

      Foi feito.

      Todos os que iriam degustar o tatu viram-no ainda na casca.

      Moral da estória: uma das amigas desistiu do almoço.

      Tratei o tatu e levei-o ao fogo, na panela de pressão.

      Lá ficou por quarenta minutos, com batatas que  foram  colocadas   na

panela nos 15 minutos finais.

      Prato pronto, hora de comê-lo!

      Não ficou ruim, mas também não ficou bom!

      Oras, era simplesmente um tatu!

      Todos comeram apenas um pedaço, somente para experimentar  a no-

vidade. Ninguém ousou repetir a carne,  muito embora  ninguém  a  tenha

regurgitado.

      Conclusão a que cheguei: outro tatu só daqui a uns 20 anos!

      Ou na mesa de um boteco, regado a muita cachaça!

      Tatu é prato de botequeiro, que nem bunda de formiga, colhão de boi,

miolo, passarinha, rim etc.

      Sem umas boas doses de cana, ninguém jamais comerá  um  tatu  lim-

pando a boca e querendo mais. Duvido!!!

       Não é também um prato sofisticado, é apenas e tão-somente uma car-

ne diferente, nada mais.

       Na próxima vez, vou tentar fazê-lo  ao  vinho.   

       Quem sabe, fique mais palatável.  

    

TÔ MAIS PRA TATU "POP-ROCK"

ESTAS DESCEM SEM CACHAÇA!!!

 

TIM-TIM!!!     



Escrito por machmel às 08h06
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                                                                       VIA SACRA

                                               

 

      Primeiramente, eu gostaria de reconhecer que ando com  sorte ulti-

mamente!

     Não fosse esta minha nova companheira, sexta passada à noite não

teria tido um desfecho muito bom para mim.

     Após ter ido tomar "umas" com meu amigo Roberto,  na Praia do Ca-

bo Branco, fui levá-lo para casa e -pasmem!- no lugar mais inesperado,

fui surpreendio e parado por uma blitz policial.

     Gelei! Tinha tomado 4 runs e umas cocas zero!

     Como diz o Roberto: O jogo tava 4 a zero pra mim.

     Ficaria, sem dúvida, acima da média no teste do bafômetro.

     Mas...  providência  divina,  o  comandante da operação, após ter me

pedido  os  documentos,  dispensou-me  antes mesmo  que  eu  pudesse

apresentá-los. Coisa de Deus, ou do capeta, sei lá...

     Mudando de assunto, e dentro do mesmo tema, não existe coisa mais

chata que bêbado chato!

     Já no sábado, fui ouvir uma boa música na Barraca "Pé na Areia".

     Fui brindado com a excelente voz e repertório do Engenheiro Alberto.

     Um Nélson Gonçalves das novas gerações!

     O  papo foi bom, as companhias muito agradáveis, mas... quase no fi-

nal  da  música,  surgiu  um sujeito já meio baleado, dizendo-se ex-joga-

dor do Botafogo... e pronto! Lá se foi a minha tranquilidade...

      Logo eu que sou Flamenguista! Tive que aturar um papo de bêbado!

      O cara, se não bastasse, me confundiu com algum outro ex-jogador!

      Só se for o Marinho do Bota, que foi meu apelido nos anos 1974!

      Por fim, me encheu de beijos! Pode?...

      Tive que chegar em casa e tomar um banho imediatamente!

      Cada uma... Vida de etiliquero não é fácil!

      Se fosse mulher, e usasse batom, iria ser encrenca na certa.

      Eu contei pra Adriana, minha esposa, mas vocês acham que ela acre-

ditou em mim?...

      Qual o quê!

      Ainda tive que ir dormir com a pecha de mentiroso.

 PENSE NUMA POLICIAL...

QUE EU FARIA QUESTÃO

DE ENCONTRAR

NUMA BLITZ!!!

 

TIM-TIM!!!     

     



Escrito por machmel às 20h05
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