UM DIA DE TATU  "Comer tatu é bom, pena que dá dor nas costas..." Quem não se lembra dessa letra jocosa de Dinho, do saudoso grupo Mamonas Assassinas? Pois é... Ontem foi meu dia de comer tatu! Ou melhor, foi o dia de eu fazer um tatu para alguns amigos comerem. O último tatu que eu tinha comido foi no ano de 1990. Preparado pelo também meu saudoso amigo China, cozinheiro de man- cheia, e cabra pra qualquer parada! Voltando ao assunto, ontem meu amigo Braga trouxe um tatuzinho pra eu preparar nas nossas já consagradas sextas culinárias. A impressão inicial não foi das melhores, visto que o bichinho veio com casca e tudo! Primeira tarefa: retirar o casco do bicho. Foi feito. Todos os que iriam degustar o tatu viram-no ainda na casca. Moral da estória: uma das amigas desistiu do almoço. Tratei o tatu e levei-o ao fogo, na panela de pressão. Lá ficou por quarenta minutos, com batatas que foram colocadas na panela nos 15 minutos finais. Prato pronto, hora de comê-lo! Não ficou ruim, mas também não ficou bom! Oras, era simplesmente um tatu! Todos comeram apenas um pedaço, somente para experimentar a no- vidade. Ninguém ousou repetir a carne, muito embora ninguém a tenha regurgitado. Conclusão a que cheguei: outro tatu só daqui a uns 20 anos! Ou na mesa de um boteco, regado a muita cachaça! Tatu é prato de botequeiro, que nem bunda de formiga, colhão de boi, miolo, passarinha, rim etc. Sem umas boas doses de cana, ninguém jamais comerá um tatu lim- pando a boca e querendo mais. Duvido!!! Não é também um prato sofisticado, é apenas e tão-somente uma car- ne diferente, nada mais. Na próxima vez, vou tentar fazê-lo ao vinho. Quem sabe, fique mais palatável.
TÔ MAIS PRA TATU "POP-ROCK" 
ESTAS DESCEM SEM CACHAÇA!!! TIM-TIM!!!
Escrito por machmel às 08h06
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