RESSACA MORAL  Um dia desses, um amigo meu me pediu pra falar sobre ressaca. - Bota lá no teu Blog, fala sobre a ressaca amaldiçoada! Argumentei com ele que já havia escrito sobre esse monstro te- nebroso, que vez ou outra assola a vida de nós, etiliqueiros. Mas ele insistiu. - Eu estou falando sobre a ressaca moral, Mél. Pedi-lhe pra que me explicasse do que se tratava, e então enten- di finalmente o que queria dizer. A ressaca moral da qual falava, diz respeito àquela que aplaca os indíviduos que exageraram na "cachaça" e, em função disso, pas- saram da conta com alguma desconhecida. É aquela situação de quem é casado, está bebendo no boteco e, de repente, se engraça com uma fulana, que também está ali de bo- beira. Aí o papozinho começa, vêm as trocas de gentilezas, os carinhos preliminares, os beijinhos, os abraços; depois os apalpos, o reco- nhecimento dos corpos etc., etc., etc... Quando há muita resistência moral, não se chega aos finalmen- tes. Mas, normalmente, o "clímax" acaba acontecendo. Aí - meu amigo! - sofre menos que tem mais jogo de cintura! No dia seguinte, vem o arrependimento. E, para purgar o arrependimento, sobrevêm os malditos sinto- mas da ressaca. É desconforto pra sujeito nenhum botar defeito. Mas, como bêbado é uma raça sem juízo, três ou quatro dias são suficientes para pagar os pecados. Normalmente, a ressaca começa no domingo e nos abandona na quinta-feira. Daí, o que era arrependimento, vira saudade! Sexta-feira, o capeta sai às ruas novamente. O mesmo neguinho, volta praquele mesmo boteco, conta uma porção de vantagens pros seus amigos, e fica todo ansioso. Já na terceira cerveja, chama o garçon para uma conversa ao pé de ouvido e lhe pergunta: aquela fulana já apareceu hoje por aqui?... O coração acelera, quando ela entra no bar e senta-se na me- sa ao lado, como se nunca nada tivesse acontecido. Eita lasqueira das noites e tardes etiliqueiras!!!
AÍ, ELA SE SENTA NA MESA AO LADO...  E VAI ME DIZER... QUE VOCÊ RESISTE?!!!
TIM-TIM!!!
Escrito por machmel às 08h14
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