Mundo Etílico


                                                   HOMEM-TUPPERWARE
                        

         

                                                               Vocês  não  acreditam:   eu  também

                                                               não sabia como escrever tupperware.

                                                               Leitura é cultura!

 

      Não gosto muito de publicar textos de terceiros.

     Mas este do Xico Sá, do Blog Carapuceiro, tem tudo a ver e mere-

ce esta exceção.

     Espero que gostem...

     Minha amiga M.Y. se especializou em pegar aquele tipo de homem

noturno  e  boêmio que não economiza nos tragos e, invariavelmente,

retorna  para  o rancho sem condições técnicas para a conjunção car-

nal ou qualquer abofelamento que possa se chamar de sexo.

     São os melhores, ela prega: a excelência, o suprassumo, o filé em

matéria de  abate  e diversão  em tempos modernos.  A este ser avul-

so, clandestino e simpático, que à noite ronda a cidade, batizamos de

homem-tupperware.

     A desalmada M.Y.,   típica   predadora  do  ciclo do macho perdido,

nos  explica a  terminologia adotada no folclore baladeiro: trata-se do

sujeito que a gente guarda no final da noite para comer na manhã se-

guinte.  O  homem-tupperware,  ela  diz,  com toda a sinceridade des-

se  mundo,  é  o novissimo Casanova, um monstro na cama, um demô-

nio,  desde  que  seja respeitado no seu intocável estado de porre. Ele

desperta  com  a fúria dos grandes e imbatíveis amantes, relata a mo-

ça, ainda com os lábios febris a derreter o gloss da tara e do desejo.

     O macho desse gênero é uma dócil criatura que não dá quase tra-

balho,  prossegue  a  bela afilhada de Balzac, um mulherão para 300

talheres.  Segundo  M.Y.,  esse  tipinho  de homem se encontra ali na

faixa  dos  40  ou  mais,  já foi casado ou se trata de um solteiro con-

victo e não vai grudar na barra da sua saia como faria um imaturo ho-

mem mais jovem.

     O  sujeito  que  se  guarda como a um bom fiambre no tupperware,

reforça  a  amiga, é um homem quase perfeito: apaga assim que deita

na  cama,  portanto não corre o risco de desfiar besteiras ou tecer fal-

sas promessas. É  praticamente  um  homem sem  mentiras,  o  que se

torna um épico em se tratando da raça, diz M.Y., com mais uma demão

nas suas peculiares tintas do exagero.

    A  criatura  do gênero nem sempre percebe a sua condição de presa

guardada  para  o  abate  matinal.  A  não ser os profissionais do ramo,

figuras  menos  machistas  que  flanam  pela noite com o desapego e o

lirismo  de  um poeta do século XIX. Estes adoram e ainda fazem sone-

tos, com odes ao acaso, enquanto a predadora ingere sua inocente tige-

linha de iogurte com cereais.

    Para M.Y., é bom que se frise, pouco importa se o tal sujeito tem pen-

dores românticos ou não passa de um tosco que usa apenas 10 por cen-

to da cabeça animal.  O  que  vale  é a serventia da presa, ri a desgraça-

da, enquanto mapeia a geografia boêmia para os próximos ataques, co-

mo um tubarão recifense que mira as canelas dos surfistas mais cevadi-

nhos de Boa Viagem.

   Sim,  a  amiga  especialista reconhece: com a lei seca no volante dimi-

nuiu  um  pouquinho,  um  pouquinho  de nada mesmo, o número de ho-

mem-tupperware dando sopa nos bares e botecos. Esse tipo  de macho,

além de prevenido, tem uma confiança danada  no próprio taco  – já sai

de casa dando como certa a carona do bonde chamado desejo.

 

.........................................................................................................

CADÊ A MULHER...

QUE VAI ME FAZER...

UM

HOMEM-TUPPERWARE?!!!

 

TIM-TIM!!!



Escrito por machmel às 19h13
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                                                       BOM DE NOVO

 

                                                            

 

       Estou refém do "efeito sanfona": taxas (triglicérides e colesterol) que

sobem e baixam ao meu bel-prazer !

       Desta vez, me invoquei, fiz um regime alimentar e, depois de 12 dias,

sem medicação, reduzi novamente meus números.

       O triglicérides despencou de 250 para 84, e o colesterol já está no ní-

vel "aceitável" (141), próximo do ideal (abaixo de 129).

       E a regressão se deu sem esforço físico nenhum!

       Moral de estória: Se eu me cuidar, elimino todos os meus problemas

de saúde.

       Ah... Nestes dias, deixei também de consumir a cerveja!

       Com certeza, teve influência na redução do triglicérides.

       Não me tornei abstêmio, não...  Passei  a  beber rum  e  vodka,  com 

coca-zero!  Valeu o sacrifício: regime sem perda do prazer!

       Segredo: muito legume e fruta, e frango e peixe, além de pão inte-

gral. Nada, mas nada mesmo, de queijos e manteigas. Só isto!

E POR FALAR EM SAÚDE...

                         

VALEI-ME DEUS, HEIN?!!!

TIM-TIM!!!



Escrito por machmel às 21h09
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