LOMBRIGUENTO
 Tem um amigo meu que não bebe há mais de um ano. Não vou, por motivos óbvios, dar nome ao boy. Ainda assim, se a gente fizer uma média do que foi bebido por nós (eu e ele) nos últimos dois anos, é bem possível que ele ainda ganhe de mim! Outro dia, estava me mostrando os seus exames... Tudo na mais perfeita ordem... Suas taxas estão de fazer inveja a bebê de fralda. Mas não pode beber! Aí, diria o pai de uma amiga minha, médico: grande merda!!! A gente fica até constrangido em beber perto dele... Medo de assanhar as lombrigas. Pode parecer brincadeira, mas deu lombriga no exame de fezes dele. Lombriga mesmo!! Aquelas minhoconas que aparecem nas bar- riguinhas daquelas criançazinhas sujas que vivem em quintal de chão. E olha que ele mora num dos metros quadrados mais valorizados de uma grande capital brasileira. Será que se eu parar de beber também vou "pegar" lombriga?!!! Já tenho mais um motivo para continuar bebendo: esta dúvida in- fernal. Fico só imaginando a hora em que as lombrigas resolverem aban- donar o corpo do meu amigo... Dizem que saem até pela boca e nariz! Nossa, vou encher a cara neste final de semana! Deus me livre das lombrigas.... Deus me livre! Pra mim, todo o problema deste meu amigo foi mal-olhado! Gente com inveja de sua cachaça, que botou olho gordo! Vou bater na madeira três vezes, e tomar um gole de ron com co- ca-cola que eu ganho mais! E aguardar, com calma, que o meu amigo bote as lombrigas pra fora, pra gente beber juntos outra vez. *
AH, ASSIM, DESTE JEITO... VOCÊS ASSANHAM A MINHA LOMBRIGA, PÔ!!!
TIM-TIM!!!
Escrito por machmel às 21h20
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